NOSSA HISTÓRIA

A minúscula semente de mostarda que

se transformou numa grande árvore

A CIADSETA é fruto do glorioso movimento pentecostal que começou no Norte do Brasil a partir de 1910, e as suas raízes se estenderam pelo solo brasileiro. Por isso, sua história é emocionante e repleta de episódios dramáticos que nos ensinam e estimulam. Muitas foram as vidas daqueles que se dedicaram ao serviço do senhor. Muitos foram os esforços empreendidos para a propagação do evangelho de cristo. Muitas foram as vitórias alcançadas. E como seria impossível escrever diacronicamente, amiúde, todos os vitoriosos passos dessa Convenção, destacaremos e relembraremos a partir de agora apenas a importante trajetória de grandes ceifeiros, varões valorosos, cheio de muita fé e graça, que lançaram as primeiras sementes do serviço de evangelização dos rios Tocantins e Araguaia.

Seria impossível discorrermos sobre a nossa história sem relembrarmos a importante contribuição do grande Apóstolo da fé, pastor João Jonas.  De origem Hungra, era verdadeiramente um homem de Deus. A sua intimidade com Ele era tão grande, que as pessoas não conseguiam olhá-lo por muito tempo, tamanha a glória divina. Nunca pensava em si mesmo e nas suas próprias comodidades, era um ceifeiro, semeava tanto na tempestade como na bonança, sacrificava a sua vida, saúde, tempo e força. Era um desbravador, amava a missão de abrir novos trabalhos, de ganhar e discipular o primeiro crente e preparar a terra para a chegada de outros ceifeiros. Juntamente com um grande amigo e companheiro, pastor Israel Oliveira, dedicou-se inicialmente a evangelização dos povoados ao sertão do Sul do Maranhão, Piauí e ao Norte de Goiás. Os milagres acompanhavam de perto esses destemidos desbravadores que ao verem as multidões enfermas e famintas moviam-se de íntima compaixão, de tal modo que de quase em nada diferiam dos dias da Igreja Primitiva. A principal preocupação era mesmo ganhar almas para Jesus. O lugar não tinha tamanha importância para eles, desde que houvesse pessoas que ouvissem a palavra de Deus. Estava convicto que aquelas sementes transformar-se-iam em frutos e aqueles frutos, por sua vez, alimentariam muitos e muitos famintos da palavra de Deus. Orientado pelo espírito santo entendeu que o seu tempo nas regiões Tocantins e Araguaia havia terminado e partiria para outra região onde continuaria a semear. Mas a pequena plantação, a quem deveria entregar? O senhor da seara já havia providenciado o próximo ceifeiro.

Ele estava no exército Brasileiro, mais precisamente na quarta companhia independente da fronteira do Amapá. Era 1944, quando o soldado, Armando Chaves Cohen, recebeu a convocação do grande general e Senhor da seara, para assumir posição de honra no Exército Celestial. Sua missão seria a evangelização dos rios Tocantins e Araguaia. Atendendo ao chamado, o soldado Armando Chaves Cohen, dá baixa em seu serviço militar e é consagrado a evangelista. No dia 8 de abril de 1947, por determinação do missionário Nels Nelson e com apoio do ministério da Assembleia de Deus em Belém, o pastor Armando Chaves Cohen chegou com a sua família à Carolina Maranhão, a bordo de um avião Aerovias Brasil. Mais sementes foram plantadas e as sementes lançadas, foram produzindo frutos e a seara foi crescendo. O ceifeiro, preocupado com a boa manutenção da plantação, na orientação do senhor do campo, elaborou o projeto de fundação do Serviço de Evangelização dos rios Tocantins e Araguaia, SETA, que foi aprovada pela Convenção Paraense em 15 de outubro de 1952.  Com essa decisão, os obreiros das regiões Tocantins e Araguaia passaram a ter condições favoráveis para dar uma continuidade melhor ao trabalho e aumentar a extensão do mesmo. Foram muitas as dificuldades, as barreiras, houve momentos de tristezas e de dores. Momentos em que o ceifeiro regou as sementes com choros e muitas vezes com dor e desalento. Em um naufrágio, o pastor Cohen perdeu o filho Jaime de 9 anos de idade. Imaginem a aflição de um pai que não pôde sepultar o próprio filho! Todos os esforços do pastor Jairo Saldanha de Oliveira, hábil nadador, foram frustrados, e o corpinho frágil de Jaime jamais apareceu. Que momento difícil! Muitos, vendo o sofrimento do ceifeiro, tentaram, em vão, persuadi-lo a abandonar a seara e ir buscar campos fáceis e mais longe daquela triste lembrança. Mas apesar da dor, o ceifeiro continuava firme e convicto em sua chamada. De onde vinha tamanha força? Vinha do senhor da seara que dizia: “não to mandei eu? Sê forte e corajoso, não temas nem te espantes porque, eu, teu Deus, sou contigo por onde quer que andares”.

 

Firmado nessa promessa, o homem de Deus prosseguiu em sua missão arrebatando almas do inferno e conduzindo-as a Cristo. Batismos com o espírito santo e muitas curas divinas eram realizados pelo senhor através deste fiel ceifeiro. A obra que florescia, cruzando as fronteiras, resistia ao tempo e aos embates da perseguição. Era o SETA que nascia. Com uma visão geograficamente grande, a bandeira do SETA já tremulava no Sul do Maranhão, Sul do Pará e Norte do Mato Grosso, como resultado de um trabalho sincero, realizado por um ceifeiro fiel que nos deixa exemplo digno de ser imitado, pastor Armando Chaves Cohen, o Apóstolo de Cristo.

 

Como resultado do crescimento da obra de Deus e para uma administração mais precisa, no mês de julho de 1953 foi realizada a primeira convenção regional do serviço de evangelização dos rios Tocantins e Araguaia, SETA, e foi eleito como primeiro presidente, o pastor Francisco Pereira do Nascimento. As igrejas do SETA naquela época eram Carolina e Imperatriz no Maranhão, Porto Nacional e Tocantinópolis em Goiás, todas as margens dos rios Tocantins. Araguaina no sertão Goiano, Sucupira do Norte, Grajaú, Amarante e São Pedro dos crentes no sertão maranhense, 9 igrejas ao todo. A Assembleia de Deus em Carolina permaneceu como Sede da Convenção regional do SETA até 1957 quando o pastor Luiz de França Moreira assumiu a sua presidência. Um semeador jovem que possuía uma boa saúde demonstrava ter conhecimento secular de bom nível e o mais importante, não possuía nenhuma marca de avareza, requisitos indispensáveis a um exímio ceifeiro do senhor. Em 27 anos sob os seus cuidados, o serviço de evangelização dos rios Tocantins e Araguaia, SETA, teve um grande avanço recebendo a sua autonomia definitiva por intermédio do pastor Alcebíades Pereira de Vasconcellos. O desejo de alcançar almas perdidas para Jesus era muito forte em seu coração. Muitos povoados e vilas foram invadidas por semeadores que protagonizaram a plantação de uma numerosa quantidade de sementes por todo o campo onde passavam. Sempre pode contar com a amizade, o dinamismo e a sinceridade de companheiros fieis, como o pastor Francisco Bueno de Freitas e o pastor Tibúcio Vieira de Souza, que como Arão e Hur ladeavam o presidente para encoraja-lo a cuidar de tão grande ceará. Juntos enfrentavam as distâncias. Muitas vezes iam a pé para as reuniões convencionais. Levavam alimento na bagagem e buscavam refúgio à sombra das árvores para prepará-lo e descansar. Não havia conforto, mais o amor pela obra do Senhor superava todas essas dificuldades. Em 15 de julho de 1984, o pastor Luiz de França Moreira foi recolhido ao celeiro celestial deixando uma grande folha de serviços prestados à obra entre nós. E como o senhor sempre tem um homem de Deus à disposição de seu Reino, o pastor Francisco Bueno de Freitas, conhecido popularmente como Fiico, assumiu a presidência da Convenção do SETA, que mais tarde seria chamada de CIADSETA (Conversão Interestadual das Assembléias de Deus do SETA), isso por causa da sua extensão territorial. O que dizer deste ceifeiro? Um homem íntegro que tinha amplos conhecimentos teológicos e científicos; humilde, zeloso em relação a sã doutrina, manteve uma admirável política eclesiástica, cumprindo o que disse o Apóstolo Paulo em Romanos 15 e 20: “E desta maneira me esforcei por anunciar o evangelho, não onde cristo houvera sido nomeado, para não edificar sobre fundamentos alheios”, demonstrando assim, no pouco tempo em que dirigiu esta Convenção, total comprometimento com a causa que abraçou, defendendo o cristianismo autêntico, moldado às formas do constante ensino da palavra de Deus, deixando assim, a sua parcela de contribuição na expansão desta obra que cada dia se tornava mais forte.

 

Em dezembro de 1987, por ato da Convenção realizado em Redenção do Pará, é eleito Presidente da CIADSETA, o pastor Sebastião de Andrade, um líder estudioso, destacou-se como o primeiro obreiro a fazer um curso de Bacharel em Teologia pelo Seminário Batista Equatorial de Carolina no Maranhão. Em um período de 8 anos, desenvolveu o importante trabalho, deixando assim a sua marca nas páginas da história da CIADSETA.

 

Em 15 de dezembro de 1995, o pastor Pedro Lima Santos assumiu a Presidência da CIADSETA na AGO realizada em Porto Nacional-TO. No período de sua gestão, dado a expansão geográfica e o grande crescimento do número de obreiros e igrejas, surgiu a necessidade de emancipação das Convenções CIADSETA/PA/MT, COMADESMA e CIMADSETA, criando três novas Convenções independentes e reconhecidas pela CGADB. O Pr. Pedro Lima presidiu a CIADSETA por 18 anos, marcados por uma administração organizada, bem-sucedida e espiritual.

 

Em 14 de Dezembro de 2013, na AGO realizada em Guaraí-TO é eleito presidente da CIADSETA o Pastor Paulo Martins Neto, que assume a Convenção com propostas de manter a expansão da Instituição, dando apoio irrestrito aos convencionais e suas famílias, bem como fortalecer a comunhão entre os pastores através das reuniões das Áreas de Supervisão.

A CIADSETA é hoje uma Convenção conceituada nacionalmente, tem representatividade ativa junto a CGADB, possui cerca de 228 Igrejas Sedes, e mais de mil pastores e evangelistas.

 

É a minúscula semente de mostarda plantada e regada que cresceu para ser uma grande árvore, cujos galhos estendem-se ao redor das Regiões Norte, Nordeste, Centro Oeste e Sudeste. Quantos e quantas semeadores e pioneiros que não poderíamos enumerá-los com exatidão, mas todos estão registrados no rol dos heróis da fé, memória eterna diante do Senhor da Seara. No mundo, há muitas coisas que pessoas sinceras e humildes fazem sem pensar ou imaginar a extensão de influência que seus atos podem ter. Certamente, todos estes pioneiros nunca imaginaram que a simplicidade de suas mensagens, o zelo e dedicação ao trabalho do Senhor nas Aldeias, Vilarejos, Ribeirinhos iria crescer, transformando-se em uma grande convenção. Ao olharmos para este gigantesco trabalho que está entre os maiores do Brasil, devemos louvar ao Senhor, rendendo-lhe a mais terna adoração e ainda assim, pedir lhe graça, no intuito de continuar iluminando a nossa liderança maior, a fim de que esta obra faça avançar o Reino de Deus na terra e que a cada dia, mais ceifeiros se integrem a esta Seara tão grande e que sementes sejam lançadas em brotem, transformando se em árvores frutíferas para que venha saciar a fome de muitos e muitos que ainda não conhecem ao senhor.

Fonte: AD Palmas Centro/Marlucy Vale/Ellen Ruth/Pr. Antônio Xavier

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